O câncer é a segunda doença que mais causa mortes no mundo, são mais de 8 milhões de óbitos por ano.

Há décadas que a Medicina vem buscando maneiras de usar nosso próprio sistema imunológico para enfrentar doenças. Nos últimos anos, novas descobertas fizeram com que essa estratégia de tratamento, conhecida como imunoterapia, finalmente apresentasse ótimos resultados contra o câncer.

Em fevereiro de 2016, a Sociedade Norte-americana de Oncologia Clínica (ASCO), elegeu a imunoterapia como o maior avanço contra o câncer em 2016.

A imunoterapia é composta por diferentes medicamentos, que são aplicados no paciente de maneira intravenosa (nas veias) ou subcutânea (abaixo da pele). Geralmente, ela causa menos efeitos colaterais que a quimioterapia e a radioterapia.

Essa abordagem é muito promissora e vem beneficiando um número crescente de pacientes, com respostas duradouras e melhor qualidade de vida.

O uso da imunoterapia contra o câncer vem sendo oferecida aos pacientes do Hospital Sírio-Libanês desde a década de 1990. A primeira geração desse tipo de tratamento promovia uma ativação inespecífica do sistema imunológico, por meio da infusão de substâncias naturais.

Os interferons e as interleucinas são os principais representantes dessa classe de medicamentos (citocinas), que ainda são empregados em diversas situações. Com os constantes avanços, porém, as novas modalidades de imunoterapia se tornaram mais direcionadas e específicas contra os diferentes tipos de tumores. Por isso, se tornam também mais eficazes.

Indicação da imunoterapia

Os primeiros resultados positivos observados no uso das novas formas de imunoterapia foram observados no tratamento de alguns tipos de tumores na pele e pulmão. No entanto, essa forma de tratamento também vem se mostrando promissora para enfrentar alguns casos de:

  • Câncer renal
  • Câncer na bexiga
  • Câncer no cólon
  • Câncer no ovário
  • Mesotelioma (câncer que afeta tecidos celulares localizados na região do tórax, abdômen e do testículo)
  • Câncer no sangue (hematológico)

A imunoterapia vem sendo utilizada, principalmente, para casos de câncer em estágios avançados, pois é para esses pacientes que ela tem demonstrado os melhores resultados. No entanto, um dos agentes imunoterápico usado nesse tratamento já foi aprovado nos Estados Unidos como tratamento preventivo em paciente com melanomas localizados já submetidos à cirurgia.

O uso da imunoterapia contra o câncer já está aprovado no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas, por enquanto, é oferecido apenas por alguns hospitais privados e instituições públicas que participam de pesquisas clínicas na área.

Tipos de imunoterapia

A imunoterapia é classificada em ativa e passiva, de acordo com as substâncias utilizadas e seus mecanismos de ação.

Na imunoterapia ativa, substâncias estimulantes e restauradoras da função imunológica e as vacinas de células tumorais são administradas com a finalidade de intensificar a resistência ao crescimento tumoral.

Na imunoterapia passiva, anticorpos antitumorais ou células mononucleares exógenas são administradas, objetivando proporcionar capacidade imunológica de combate a doença, proporcionando assim capacidade imunológica de combate a doença.

Indicações da imunoterapia

O tratamento por imunoterapia ainda é experimental, devendo aguardar resultados mais conclusivos sobre sua eficácia e aplicabilidade clínica.

Estudos ainda estão sendo feitos para que a imunoterapia chegue com mais facilidade e precisão ao tratamento dos pacientes com câncer. Enquanto isso, ficamos no aguardo e na expectativa para em um futuro próximo termos a cura do câncer.

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