Obesidade infantil pode afetar 11,3 milhões de crianças no Brasil em menos de uma década. Fato alarmante e que requer muito cuidado e atenção.

Segundo estudo publicado na revista científica The Lancet, a taxa global de obesidade infantil disparou em 41 anos. A população mundial está ganhando peso rapidamente, principalmente as crianças e os adolescentes. Enquanto o peso alto tem subido no índice, o baixo peso caiu.

O Brasil está seguindo a mesma direção. Entidades de saúde tem alertado que se não houver uma mudança de rumo, o país, assim como a população mundial, poderá enfrentar um forte crescimento de doenças associadas à obesidade, como diabetes, pressão arterial elevada e doenças de fígado.

O estudo

Em um estudo divulgado na The Lancet, a prevalência de obesidade global em meninas saltou de 0,7% em 1975 para 5,6% em 2016. Em meninos, a alta foi ainda maior: saiu de apenas 0,9% e 1975 para 7,8% em 2016. Como consequência, 124 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 19 anos ao redor do mundo estavam obesos em 2016.

Os pesquisadores do estudo, coordenado pela universidade inglesa Imperial College London e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), alertam que, se a obesidade continuar crescendo nos níveis das últimas décadas, em cinco anos o mundo terá mais crianças e adolescentes obesos do que com baixo peso.

De acordo com um alerta divulgado pela Federação Mundial de Obesidade, se não houver mudanças de hábitos alimentares das crianças, em menos de uma década a obesidade infantil pode atingir 11,3 milhões de crianças no Brasil.

Estudo no Brasil

Segundo a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica – ABESO, o número de meninos acima do peso na faixa etária entre 5 e 9 anos de idade mais que dobrou entre 1989 e 2009, passando de 15% para 34,8%, respectivamente. Já o número de obesos teve um aumento de mais de 300% nesse mesmo grupo etário, indo de 4,1% em 1989 para 16,6% em 2008-2009. Entre as meninas esta variação foi ainda maior, com a mesma faixa etária, o número saltou de 11,9% em 1989 para 32% em 2009.

Dados importantes e alarmantes que requerem atenção da nossa população, e mais ainda um cuidado especial com as crianças e a preocupante obesidade infantil.

Os vilões

A principal razão para a alta de peso na população mais jovem é o consumo de alimentos ricos em açúcar e gordura, principalmente os industrializados.

No Brasil, nas últimas quatro décadas, o índice de obesidade entre meninos saltou de 0,93% para 12,7%. Entre meninas, o crescimento foi menor, mas ainda teve um índice muito alto: passou de 1,01% em 1975 para 9,37% no ano passado, de acordo com dados compilados pela rede de cientistas de saúde NCD Risk Factor Collaboration, utilizados na pesquisa.

A situação do Brasil é preocupante, pois estamos vivendo uma transição nutricional, de saída da desnutrição e de entrada para obesidade. O que mais preocupa é o número de crianças com excesso de peso, ou seja, com obesidade infantil.

Status

Assim como em outros países, a elevação dos níveis de obesidade infantil no Brasil está relacionada ao maior consumo de produtos industrializados, ricos em gordura e açúcar.

No Brasil, porém, o consumo não estaria relacionado apenas a uma disparidade de preço entre alimentos saudáveis (normalmente, mais caros) e industrializados (mais baratos), mas também por uma questão de status associada ao consumo desses itens.

De acordo com a Federação Mundial de Obesidade, o crescente nível de obesidade entre crianças e adultos coloca a saúde desse público “em perigo imediato”.

A estimativa da organização aponta que, em 2025, 150 mil crianças e jovens no Brasil desenvolverão diabetes tipo 2, enquanto 1 milhão terão pressão arterial elevada. Outro dado alarmante é o número de crianças e jovens brasileiros que sofrerão com gordura no fígado, cerca de 1,4 milhão, segundo a entidade.

Como reduzir e tratar a obesidade infantil

Aumentar o aleitamento materno na infância e limitar o consumo de alimentos ricos em açúcar e gordura, como refrigerantes, biscoitos e fast food é essencial para evitar que as crianças se tornem obesas e para reduzir os níveis atuais da doença.

É muito importante também incentivar os jovens a praticar exercícios físicos, segundo a Federação Mundial de Obesidade, cerca de 80% dos jovens não atingem os níveis recomendados de atividade.

Reduzir a presença da doença na população e principalmente, a obesidade infantil, significa mudar hábitos, conceitos e algumas lições. Para as crianças pequenas que estão aprendendo a comer, é importante que a família não consuma também os produtos que são proibidos para a criança, ou seja, o exemplo deve começar dentro de casa.

Ter hábitos saudáveis pode ser um grande passo na vida tanto dos adultos quanto das crianças, e ainda dá tempo de mudar de vida, quer saber como? Confira as 10 dicas em nosso artigo.

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